Byung-Chul Han: Um filósofo sul coreano-alemão

Pablo González Blasco Livros Leave a Comment

Byung-Chul Han: Um filósofo sul coreano-alemão. “Sociedade do Cansaço”, “Agonia do Eros”, “Sociedade Paliativa”. Editora Vozes

Após ter lido e desfrutado com No Cosas, fui checar algumas das obras deste  autor, traduzidas ao português. Encontrei muitas, e acabei lendo estas três que aqui comento. Na verdade, mais do que livros são aulas que giram sobre o tema do título; nenhum deles chega às 100 páginas e, por motivos óbvios, se repete nas ideias de fundo. Afinal isso não tem nenhum demérito: já disse alguém que o importante na vida é ter três ou quatro ideias, e não se cansar de repeti-las sempre, com variações no papel de embrulho. Não é pouco mérito, porque ter essas poucas ideias de colheita própria, é atributo de muito poucos. Isto dito, partimos para um comentário também global, das ideias, poucas, mas provocativas, do filósofo sul-coreano, convertido por Heidegger aos conceitos alemães.

Na Sociedade do Cansaço adverte: “Hoje a sociedade está entrando cada vez mais numa constelação que se afasta totalmente do esquema de organização e de defesa imunológicas. Caracteriza-se pelo desaparecimento da alteridade e da estranheza . A alteridade é a categoria fundamental da imunologia. Toda e qualquer reação imunológica é uma reação à alteridade. Mas hoje em dia, em lugar da alteridade entra em cena a diferença , que não provoca nenhuma reação imunológica. Falta à diferença, de certo modo, o aguilhão da estranheza, que provocaria uma violenta reação imunológica. Também a estranheza se neutraliza numa fórmula de consumo. O estranho cede lugar ao exótico”. Quer dizer, tudo muito soft, suave, sem nenhuma oposição e sem nenhuma construção possível.

As consequências são claras, e nelas inclui as doenças do momento, o burnout (SB) ,os déficits de atenção (Tdah) e todos os sucedâneos que parece ser algo do nosso momento histórico: “O desaparecimento da alteridade significa que vivemos numa época pobre de negatividades. É bem verdade que os adoecimentos neuronais do século XXI seguem, por seu turno, sua dialética, não a dialética da negatividade, mas a da positividade. São estados patológicos devidos a um exagero de positividade. A violência da positividade não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva. Por isso é inacessível a uma percepção direta. Tanto a depressão quanto o Tdah ou o SB apontam para um excesso de positividade. A SB é uma queima do eu por superaquecimento, devido a um excesso do igual . O hiper da hiperatividade não é uma categoria imunológica. Representa apenas uma massificação do positivo”.

E se remete à sociedade que Foucault, nas suas críticas contra a opressão, denominava disciplinar: “A sociedade disciplinar de Foucault, feita de hospitais, asilos, presídios, quartéis e fábricas, não é mais a sociedade de hoje. Em seu lugar, há muito tempo, entrou uma outra sociedade, a saber, uma sociedade de academias de fitness, prédios de escritórios, bancos, aeroportos, shopping centers e laboratórios de genética. A sociedade do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade de desempenho”. Não há mais abuso, mas sim uma atividade desenfreada e cega: “O poder ilimitado é o verbo modal positivo da sociedade de desempenho. O plural coletivo da afirmação Yes, we can expressa precisamente o caráter de positividade da sociedade de desempenho. No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação. A sociedade disciplinar está dominada pelo não, sua negatividade gera loucos e delinquentes. A sociedade do desempenho, ao contrário, produz depressivos e fracassados”.

Daí as consequências dessa atividade febril: “O depressivo não está cheio, no limite, mas está esgotado pelo esforço de ter de ser ele mesmo. O que o torna doente, na realidade, não é o excesso de responsabilidade e iniciativa, mas o imperativo do desempenho como um novo mandato da sociedade pós-moderna do trabalho (…) A técnica temporal e de atenção multitasking (multitarefa) não representa nenhum progresso civilizatório. A multitarefa não é uma capacidade para a qual só seria capaz o homem na sociedade trabalhista e de informação pós-moderna. Trata-se antes de um retrocesso. A multitarefa está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem. Trata-se de uma técnica de atenção, indispensável para sobreviver na vida selvagem”

Decorre-se o burnout, o tédio, o cansaço vital. Anota Han: “Walter Benjamin chama a esse tédio profundo de pássaro onírico, que choca o ovo da experiência”. As pessoas desta sociedade não sabem descansar, nem os caminhos do repouso. Volta ao tema citando mais autores: “Paul Cézanne, esse mestre da atenção profunda, contemplativa, observou certa vez que podia ver inclusive o perfume das coisas (…) Aprender a ver significa habituar o olho ao descanso, à paciência, ao deixar-aproximar-se-de-si, isto é, capacitar o olho a uma atenção profunda e contemplativa, a um olhar demorado e lento”.

E também , nem mais nem menos que Nietzsche: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertence às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade fortalecer em grande medida o elemento contemplativo (…)Temos de aprender a não reagir imediatamente a um estímulo, mas tomar o controle dos instintos inibitórios, limitativos. A falta de espírito, falta de cultura repousaria na incapacidade de oferecer resistência a um estímulo. Reagir de imediato e seguir a todo e qualquer impulso já seria uma doença, uma decadência, um sintoma de esgotamento”

Anota no final algo que me fez lembrar daquele outro filósofo alemão, Josef Pieper, que faz a apologia do ócio como oposto ao trabalho cego, e de ócio criativo de De Massi: “A sociedade do desempenho e a sociedade ativa geram um cansaço e esgotamento excessivos. O excesso da elevação do desempenho leva a um infarto da alma (..) O tempo intermediário é um tempo sem trabalho, um tempo lúdico, que se distingue também do tempo heideggeriano, que no essencial é um tempo de cura e de trabalho. Handke descreve esse tempo intermediário como um tempo de paz”.

Na Agonia do Eros, como é lógico, aborda o amor, suas deformações e variantes. “Hoje, está em curso algo que sufoca essencialmente o amor, bem mais do que a liberdade infinda ou as possibilidades ilimitadas. Não é apenas a oferta de outros  que contribui para a crise do amor, mas a erosão do Outro, que por ora ocorre em todos os âmbitos da vida e caminha cada vez mais de mãos dadas com a narcisificação do si mesmo. O fato de o outro desaparecer é um processo dramático, mas, fatalmente avança, de modo sorrateiro e pouco perceptível. O sujeito narcísico, ao contrário, não consegue estabelecer claramente seus limites. Assim, desaparecem os limites entre ele e o outro. O mundo se lhe afigura como sombreamentos projetados de si mesmo. Ele não consegue perceber o outro em sua alteridade e reconhecer essa alteridade. Ele só encontra significação ali onde consegue reconhecer de algum modo a si mesmo. Vagueia aleatoriamente nas sombras de si mesmo até que se afoga em si mesmo”

Um modo elegante de dizer que nunca as pessoas olharam tanto para o próprio umbigo, que se torna quase um objeto de culto, uma “umbigolatria” destrutora:  “Como empreendedor de si mesmo, o sujeito de desempenho é livre, na medida em que não está submisso a outras pessoas que lhe dão ordens e o exploram; mas realmente livre ele não é, pois ele explora a si mesmo e quiçá por decisão pessoal. O explorado é o mesmo explorador. A gente é vítima e algoz ao mesmo tempo. A auto exploração é muito mais eficiente do que a exploração alheia, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. É possível, assim, haver exploração, mesmo sem dominação”.

Amor e sexo, nesse contexto narcisista, rendem frutos malignos: “Hoje, o amor se positiva em sexualidade, a qual está também submissa à ditadura do desempenho. Sexo é desempenho. Sexyness é capital que precisa ser multiplicado. O corpo, com seu valor expositivo equipara-se a uma mercadoria. O outro é sexualizado como objeto de excitação. Não se pode amar o outro, a quem se privou de sua alteridade; só se poderá consumi-lo”.

Obviamente não pode faltar a crítica aos  meios digitais –No cosas, lembremos- para piorar a situação:  “Hoje está se perdendo cada vez mais o decoro, a respeitabilidade, a distância , isto é, a capacidade de experimentar o outro em sua alteridade: “Através dos meios digitais, hoje, tentamos aproximar o outro o máximo possível, buscamos eliminar a distância em relação a ele, produzindo proximidade. Mas, com isso, já não temos mais o outro; antes, fazemo-lo desaparecer (…) A comunicação erótica da Antiguidade está longe de ser algo ameno. Segundo Vicino, o amor é a pior das epidemias. Ele é uma transformação, que desapropria as pessoas de sua própria natureza e as transfere para uma natureza estranha. Essa transformação e vulneração perfaz sua negatividade. Hoje, ela se perdeu totalmente através da crescente positivação e domesticação. Hoje permanecemos iguais e no outro só se busca ainda a confirmação de si mesmo”.

E, de novo, uma das suas três ou quatro ideias mestras: “A ciência positiva baseada em dados (a ciência Google®), que se esgota no nivelamento e comparação de dados, põe fim à teoria em sentido enfático. Ela é aditiva ou detectiva; não é narrativa nem hermenêutica. Falta-lhe a tensão penetrante e narrativa. Assim degringola em informações (…) A ciência positiva, movida por dados, não produz nenhum conhecimento ou verdade. Das informações, apenas tomamos conhecimento . Informações, enquanto positividades, nada mudam nem nada anunciam. São totalmente inconsequentes . O conhecimento, ao contrário, é uma negatividade. Ele é exclusivo, requintado e executivo. A massa de informações eleva massivamente a entropia do mundo, sim, o nível de ruído. O pensamento necessita de silêncio. É uma expedição para o silêncio. A atual crise da teoria tem muito em comum com a crise da literatura e a crise da arte”.

A conclusão deste livro-aula é poética e inspiradora: “Onde se santifica o mero viver, a teologia dá lugar à terapia. Ou então a terapia torna-se teológica. A morte já não tem mais lugar no catálogo de desempenho do mero viver (…) A amizade é uma conclusão. O amor é uma conclusão absoluta. É absoluto porque pressupõe a morte, a entrega de si mesmo. A verdadeira essência do amor consiste precisamente nisso, renunciar à consciência de si mesmo, esquecer-se num outro”

A Sociedade Paliativa aborda o tema de como se encara a dor hoje. E as ideias voltam em repetição, variações sobre o mesmo tema: “Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente”

Fugir da dor, não a enfrentar de modo vital, gera consequências que contaminam a sociedade: “Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo (…) A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir. Ela degenera em uma mania de curtição Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente . Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável , ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Também a vida que recusa toda dor é uma vida coisificada. Só o ser-tocado pelo outro mantém a vida viva. Caso contrário, ela permanece presa no inferno do igual”.

E continua alinhavando consequências e pensamentos nesta fuga sistemática da dor, na procura doentia do bem-estar (que somente funciona nas redes sociais, nunca na trincheira da vida). “Em um manifesto futurista enuncia-se: Quanto maior a quantidade de risos que um ser humano consegue descobrir na dor, mais profundo é esse ser humano. Não se pode rir do fundo do coração se não se estava antes profundamente enterrado na dor humana (…) Hoje, a sobrevivência é absolutizada, como se nos encontrássemos em um estado permanente de guerra. Quanto mais o viver é um sobreviver, mais medo se tem diante da morte. A sociedade da sobrevivência perde inteiramente o sentido para a boa vida . Pela sobrevivência sacrificamos voluntariamente tudo que faz a vida digna de ser vivida (…) A hipocondria digital, a permanente automedição com apps de saúde e fitness degradam a vida a uma função . A vida é despida de toda narrativa promotora de sentido. Ela não é mais o narrável, mas o mensurável  e o contável. A falta de alternativa é um analgésico político . O centro difuso atua paliativamente”.

Como lidar com a dor? Eis a questão básica deste livro-aula: “Uma marca fundamental da experiência de dor atual consiste em a dor ser percebida como desprovida de sentido. A dor é, agora, um mal sem sentido, que deve ser combatido com analgésicos. Como mera aflição corporal, ela cai inteiramente fora da ordem simbólica”.

Por isso, para encontrar o sentido, convoca filósofos e psiquiatras que abordaram o tema com originalidade. “Benjamin pensa que a narrativa que o doente confia ao médico no início de seu tratamento introduz o processo de cura, e chega a se perguntar se toda doença não seria curável, se ela apenas se deixasse fluir longe o bastante, até a boca, no fluxo do narrar (…) Viktor von Weizsäcker descreve a cena originária da cura da seguinte forma: Quando a irmãzinha vê o irmãozinho com dor, ela encontra, antes de todo conhecimento, um caminho: acariciante, a sua mão encontra o caminho, acariciante, ela quer tocá-lo lá, onde dói – assim, a pequena samaritana se torna a primeira médica . Um saber prévio de um efeito originário reside inconscientemente nela; ele conduz o seu impulso até a mão e leva a mão ao contato que surte efeito. Porque é isso que seu pequeno irmão experimentará: sua mão o faz se sentir bem. Entre ele e sua dor, surge a sensação de ser tocado pela mão fraternal, e a dor se recolhe diante dessa nova sensação”.

E conclui após essa narrativa tocante: “Hoje, afastamo-nos cada vez mais dessa cena originária da cura. Torna-se cada vez mais rara a experiência do cuidado curador como sensação de ser tocado e abordado . Vivemos em uma sociedade com crescente solidão e isolamento. Narcisismo e egoísmo se acentuam. Também a crescente concorrência, a solidariedade e a empatia cada vez menores individualizam as pessoas. Para dores, a solidão e a experiência de proximidade faltante funcionam como um amplificador. Talvez dores crônicas como aqueles cortes autoinduzidos sejam um grito do corpo por atenção e por proximidade, sim, pelo amor, uma indicação eloquente de que, hoje, dificilmente ocorrem contatos . Falta-nos, evidentemente, a curadora mão do outro . Nenhum analgésico pode substituir aquela cena originária da cura”.

A seguir, afirmações filosóficas de relevância vital, com a crítica colateral as No-Cosas: “Dor é vínculo . Quem recusa todo estado doloroso é incapaz de vínculos. Vínculos intensivos que poderiam doer são, hoje, evitados. Tudo se desenrola em uma zona de conforto paliativa (…) Dor é realidade . Ela tem um efeito de realidade. Percebemos primeiramente a realidade na resistência que dói. A anestesia permanente da sociedade paliativa tira realismos ao mundo. Também a digitalização reduz cada vez mais a resistência, leva ao desaparecimento do confronto contrariante. O contínuo curtir leva a um embotamento, a uma desconstrução da realidade. A digitalização é anestesia (…) Morte e dor não pertencem à ordem digital. Elas representam apenas perturbações . Também luto e saudade são suspeitos. A dor da proximidade da distância é estranha à ordem digital. A distância está inscrita na proximidade. A ordem digital aplaina a proximidade em ausência de distanciamento, de modo que ela não doa. Sob a coação da disponibilidade, tudo é tornado alcançável e consumível. O habitus digital enuncia: tudo tem de estar imediatamente disponível (…) Também paciência e espera como atitudes do espírito erodem hoje. Elas tornam acessível uma realidade que se perde sob a coação da total disponibilização. Hoje, entregamos voluntariamente mesmo os dados pessoais íntimos. Não por coação, mas por carência interna, expomos a nós mesmos. A ordem digital é anestésica. O disponível não tem aroma”.

E, novamente, a narrativa ausente na sociedade paliativa que nos cerca: “Na sociedade paliativa, desaprendemos inteiramente como fazer a dor narrável, sim, cantável, como verbalizá-la, como transportá-la para uma narração, como cobri-la, sim, enganá-la com a bela aparência. A dor está, hoje, inteiramente separada da fantasia estética. Ela é desverbalizada e tornada em um assunto de técnica médica. Analgésicos antecedem à narrativa, à fantasia, e a fazem adormecer. A anestesia permanente prescrita pela nossa sociedade leva a um embotamento. A dor é detida antes que ela possa colocar uma narrativa em movimento. Na sociedade paliativa, ela não é mais nenhum fluxo navegável, nenhum fluxo narrativo que leva o ser humano ao mar, mas sim um beco sem saída . Na sociedade paliativa, o igual se perpetua. Viajamos para todo lugar, sem termos uma experiência. Familiarizamo-nos com tudo de tudo, sem chegarmos a nenhum conhecimento. Informações não levam nem à experiência, nem ao conhecimento. Falta a elas a negatividade da metamorfose”.

E após essa crítica onde não poupa nada nem ninguém  anota: “Sem cultura da dor, surge barbárie. Estímulos cada vez mais fortes são necessários para se dar ao ser humano em uma sociedade anestesiada um sentimento de vivacidade. Drogas, violência e terror são os únicos estímulos que ainda podem mediar uma auto experiência. A vida é amortecida em uma sobrevivência confortável . A saúde é elevada a nova deusa.

Uma avalanche de frases curtas, mistura do conceitual alemão com o sentido prático coreano, permeiam os livros-aulas de Han.  Numa tentativa de imitá-lo, ocorre-nos a frase que poderia resumir este último ensaio: “Sinto dor, logo existo”. Uma variante do cogito cartesiano, que abre o ser humano ao outro, o desfoca do próprio umbigo, exige a narrativa, e pede urgentemente silenciar a anestesia fictícia do mundo digital. Enfim, toda uma experiência vital!

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