7. Para as famílias do residencial Pró – Vita
Profº. Dr. Pablo González Blasco | Diretor Científico da SOBRAMFA | Diretor Técnico do Residencial Pró Vita.
Profº. Dr. Pablo González Blasco | Diretor Científico da SOBRAMFA | Diretor Técnico do Residencial Pró Vita.
Balduin Schwarz: “Del Agradecimiento”. Ed. Encuentro . Madrid. 2004, 47 págs.
Tropecei -literalmente- com este pequeno opúsculo filosófico, enquanto colocava ordem numa das estantes de livros. Nem sei como foi parar lá. Encontrei algumas marcas na margem, que não reconheci como minhas. Talvez algum amigo? Já começa a surtir efeito o título do livro, pelo agradecimento que, no meu caso, brilhou pela sua ausência. Quem será que me deu isto e eu nem me lembro?
Confesso que o título da obra, um volume mínimo de 50 páginas, piscou para mim. A gratidão é virtude ausente, esquecida. Quando alguma vez ocorreu-me comentar sobre ela, houve quem me fez notar que o ensinamento é antigo: bíblico, para ser exato, evangélico. Daqueles dez leprosos que foram curados por Jesús, somente um voltou para agradecer. “Se a taxa de retorno na Bíblia é de 10% o que você espera dos mortais comuns?”
O autor, discípulo de Von Hildebrand e que transitou pela fenomenologia, centra o tema do com precisão: “O fenômeno agradecimento somente se refere a pessoas, a outras pessoas. A relação entre pessoas nas quais surge o agradecimento é entender que aquela pessoa nos fez um bem gratuitamente, mostrou sua benevolência. Aliás, é preciso entender que não há outros motivos para a gratidão a não ser a própria benevolência de quem a teve conosco”. E faz uma importante advertência para não confundir agradecimento com simples manifestações de entusiasmo: “Podemos nos contentar com as formas convencionais de agradecer sem estar, de fato, agradecidos (..) Não se deve confundir a alegria que sentimos (porque recuperamos algo, porque alguém nos ajudou) com o agradecimento. Tem de ir além da alegria. E ser manifesto”.
Leia maisEvite preocupações desnecessárias. Não filtre a realidade através de emoções. Foque-se no seu círculo de influência. Boa Páscoa!
Foque-se no seu círculo de influência, cuide do seu quintal! Isso poupa muitas ansiedades.
A ordem dos fatores altera o produto. Revisando as prioridades e visualizando como deverá ser a Educação Médica após a pandemia.
Não se trata de buscar culpados, mas de permanecer unidos. A união da equipe de saúde é que faz toda a diferença nestes momentos.
Você não está sozinho. Fale com os colegas, destaque o positivo, as conquistas Se os pessimistas não tiram férias, como podemos tirá-las nós?
Não se assuste, transmita confiança. O moral alto é quase sempre o melhor remédio e às vezes o único que podemos receitar.
Laurent Tirard: “Grandes Diretores de Cinema ». Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 2006. 352 pgs.
Um amigo, conhecedor do meu gosto pelo cinema, deixou-me este livro com um sugestivo bilhete…que perdi. São entrevistas com Diretores de Cinema realizadas por Laurent Tirard, jornalista que escrevia para o Studio Magazine, além de roteirista e diretor de Cinema. Os filmes do Pequeno Nicolau são algumas das suas produções mais lembradas.
Comenta Tirard que o seu projeto era entrevistar 70 diretores famosos, mas conseguiu conversar com 20 apenas: os primeiros que estiveram à mão. O saldo foi muito positivo, como anota no prefácio do livro: “Aprendi a olhar o cinema de outra maneira, a analisar melhor e a explicar melhor o que me agradava ou me desagradava em tal ou tal filme (…) O aspecto mais fascinante destas entrevistas foi perceber que cada diretor tem uma solução própria para o mesmo problema -e que todos tem razão”.
Tentar resumir nestas linhas essas várias soluções -todas corretas- que os diversos diretores apontam, é tarefa que foge ao nosso propósito. Mas é possível sim, alinhavar algumas linhas mestras -a modo de recados- que todos eles deixam escapar aqui e acolá, e que de modo talvez um pouco simplista conseguimos costurar.
Leia maisCriação: George Lucas. 1977- 2019.
Foram necessários 42 anos, com esperas atentas e expectativa criada, para contemplar o projeto que George Lucas desenhou, instalando toda uma cultura. Hoje é possível assistir os 9 episódios como se de uma série se tratasse. Mas, impõe-se uma recomendação, ou melhor, duas. Para compreender a concepção desta construção épica, vale assistir na ordem em que foram apresentadas ao longo destas quatro décadas: episódios 4-5-6 primeiro; depois 1, 2, 3; e finalmente 7, 8 e 9. A segunda recomendação, é uma advertência esclarecedora: não se trata de uma série, mas de uma cultura -uma mitologia, a definem alguns- e por tanto torna-se necessário um tempo de assentamento, de digestão dos recados. Quer dizer, o tempo natural que fisiologicamente aconteceu entre os vários filmes. Somente assim, com tempo para decantar, é possível criar uma cultura. Não se impõem padrões culturais em versão fast-food, ou com atalhos de aplicativos, porque mais importante do que os valores apresentados, é o tempo necessário para assimilar cada um deles, para incorporá-los.
Revi todos os filmes da série nas últimas férias. O desfilar das aventuras e das personagens rodearam-se de inúmeras lembranças, daquelas que cercaram no seu dia a estreia de cada um. Reli também comentários e críticas que, lá atrás, escrevi sobre algum deles. E confesso que agora a minha perspectiva engrandeceu-se: aprendi a olhar com carinho para cada uma das personagens, senti de modo mais puro a compreensão para com o erro, a admiração pela lealdade, a tristeza de quem se perde no meio das turbulências interiores. Porque essa foi para mim a grande revelação desta saga: a guerra nas estrelas, é uma guerra interior, nas luzes e sombras que todos carregamos, atrelada à nossa condição humana. Volto depois sobre o assunto, retornarei como o ex-Jedi converso!
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